Guia para Planejar sua trilha pelo Vale do Pati

Roteiro Chapada Diamantina – Parte 3

trilha vale do pati

Trilha pelo Vale do Pati:

É considerado por muitos como a Meca do trekking no Brasil. E não é à toa, já que as paisagens pelas quais se atravessa são surreais, sem contar nas experiências de vida vivenciadas com os locais e demais viajantes, os banhos rejuvenescentes dos poços das cachoeiras, e a energia vital que o vale concentra.

Neste artigo você encontrará as informações necessárias para ajudá-lo a planejar a sua trilha pelo Vale do Pati, assim como o roteiro que nós fizemos e também sugerimos fazer.

Quando ir?

Aconselha-se a sua exploração no inverno de maio a outubro, já que existe uma tendência de se encontrar temperaturas mais baixas, o que facilita para quem vai encarar os desafios de caminhar e trilhar pelo Vale. De toda forma, há incidência de chuvas espalhadas pelo ano inteiro, com concentração maior no período de janeiro e fevereiro.

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Quantos dias leva a trilha?

As durações e caminhos a serem tomados no Vale também são de acordo com o gosto do viajante (e com o tempo, esforço, preparo, animação, etc.). Normalmente se explora o Vale do Pati por um período de 3 a 5 dias,  sendo 5 dias um tempo bem suficiente para abranger as grandes atrações do  Vale Pati. Nós fizemos em 4 dias, conforme relatado no Roteiro abaixo, e ficamos bem satisfeitos. Mas, de novo, tudo depende do ritmo, esforço, animação, preparo…

Nível de dificuldade da trilha?

O nível de dificuldade é classificado de intermediário a avançado, podendo ser percorridos distâncias de 10 km a 25 km por dia. Considere que você está em uma vale, e, portanto, subidas e descidas compõem boa parte desse incrível cenário. Novamente o nível de dificuldade depende das atrações pelas quais se está disposto a explorar.

Quem pode fazer a trilha?

É importante ter um bom condicionamento físico prévio, ou se você leva uma vida sedentária, é um ótimo motivo para se preparar fisicamente de um a dois meses de antemão, preferencialmente com exercícios de cardio e fortalecimento da musculatura das pernas.

Para as pessoas com debilidade física, uma sugestão é conversar com o guia, e traçar um roteiro com opções de caminhos mais fáceis durante a travessia.

Observação: Fique sabendo que os morados do Vale do Pati percorrem essas distâncias quase que diariamente para ter acesso aos vilarejos, serviços e mantimentos para as suas Casas, já que não existem estradas/caminhos minimamente pavimentados pelo Vale, apenas trilhas transitáveis por mulas e pessoas.

Como fazer a trilha?

O Vale do Pati é um passeio que consegue agradar desde os “trilheiros” mais radicais – que levam a casa nas costas – até os trilheiros iniciantes/intermediários que levam consigo apenas “o básico”, já que existem diversas casas de apoio do Vale, que são casas de famílias locais que oferecem alimentação e pouso para os aventureiros. A hospedagem nestas casas de apoio é outro ponto alto da viagem, já que são compostas e mantidas por pessoas incríveis e simples, com vivências e experiências sensacionais, e que te fazem refletir sobre diversas das nossas necessidades cotidianas e rotineiras da vida moderna.

Agências x Guias x Independente:

Existem 3 maneiras populares de fazer a trilha: com agência, com guia particular, ou sozinho. 

Nós recomendamos fazer com Guia Particular.

Por agência pode ser uma boa opção para as pessoas que vão à Chapada Diamantina solos, e/ou não tem um meio de transporte particular por lá. Considerando o valor cobrado para duas pessoas pelas agências, já compensa contratar seu próprio guia.

Para a escolha de se ter um guia particular, o importante é tentar conhecê-lo antes do passeio, pois afinidade é o elemento central da escolha de um bom guia, e também para determinar a qualidade do passeio (indicamos o contato do nosso guia no final do artigo). O guia pode ser conveniado junto a associação de Guias da Chapada, ou puramente independente.

Há também os que se aventuram sem guias, com barraca e comida para sua travessia pelo Vale do Pati, porém para isso é preciso ser um trilheiro experiente e é recomendado conhecer o caminho para o Vale do Pati.

Qual roteiro escolher?

aventuraseco

A trilha mais completa inicia-se pelo Vale do Capão até Andaraí, ou ao contrário. Já para quem quer encurtar caminho, pode iniciar em Guiné e terminar em Andaraí, ou o caminho inverso. Esta versão mais curta exclui as paisagens dos Gerais do Vieira, um lindo cenário, mas nada comparado com as paisagens que estão por vir no  Vale do Pati.

As trilhas a serem feitas no Vale do Pati devem ser acordadas com seu guia, ou agência, sempre levando em consideração a sua capacidade física. Mais abaixo detalhamos nosso roteiro, o qual nos deixou muito satisfeitos.

Veja Mais:Sugestão Roteiro de Viagem na Chapada Diamantina: Parte 2 – Base Vale do Capão

Casas de Apoio:

São as “pousadas” do Vale do Pati. Deve-se sempre organizar/planejar quais caminhos irá se percorrer, e/ou quais atrações serão visitadas no Vale do Pati durante um dia de trilha, de modo que ele termine em alguma das casa de apoio da região.

Essas hospedagens oferecem cama, (algumas opções com quarto privativo para casal, se ainda tiver disponível quando você chegar), espaço para camping, banheiros coletivos (banho frio), café da manhã, jantar, espaço para usar a cozinha e mini mercearias (na Igrejinha). Também é possível negociar a compra de pães e frutas para se levar de lanche para o dia. É impressionante como eles mantêm um lugar limpo, confortável, com refeições deliciosas em um local com fornecimento de energia elétrica limitada (não há distribuição de eletricidade convencional na região).

Os guias e agências tentam reservar as estadias com antecedência de maneira informal, como um telefone sem fio, em que se vai transmitindo a informação desejada por meio de outros guias encontrados durante a trilha, que passaram pelo local (ou estão indo) até a mensagem chegar para as casas de apoio (não há sinal de telefone no Vale do Pati).

Quanto Custa?

Com agência orçamos por cerca de R$ 1 000,00 por pessoa, para 4 dias, incluso guia, hospedagem e refeições (café e janta).

O guia custa cerca de R$ 200,00 a R$ 300,00 por dia, para o grupo.

As casas de apoio custam por volta de  R$100,00 a R$110,00 por pessoa, por dia (hospedagem, café da manhã e jantar).

Espaço para camping fica em torno de R$ 15,00 por pessoa.

Também há opção de ficar em camping e fazer as refeições nas casas de apoio, (se não estamos enganados era cerca de R$ 40,00 pelas duas refeições).

Na Igrejinha e na casa da Dona Raquel é possível encontrar uma mercearia com alguns alimentos (como enlatados, arroz, feijão, leite em pó) à venda, mas nada é garantido, pois o estoque é variável, e a logística de suprimento é primitiva (apenas mulas e/ou caminhada).

O que levar na Mala?

Pouco peso! 

Sobreviva com uma muda de roupa extra, e pijamas. Preferência por calças compridas para as trilhas, blusa manga longa UV ou Dry Fit, um agasalho (dependendo da época do ano) e chapéu. Também existem opções de banho de cachoeira, então vá com roupa de banho (maiôs dificultam fazer xixi nas trilhas).

Toalha de rápida secagem.

Bota para trekking e bastões se tiver os joelhos sensíveis.

Medicamentos, anti séptico (em caso de bolhas, ajudou bastante) e protetor solar.

Cantil ou similar (a água é reposta em alguns córregos, no qual o guia tomava sem problemas, mas se quiser ser precaver vale a pena levar pastilhas para desinfecção de água).

Lanches para durante o dia, como patê de atum, queijo curado, polenguinho, castanhas e frutas secas, barra de cereal.

Obs: nos ajudou muito ter dextrose em pó (fonte de energia rápida), em que adicionávamos na água e consumíamos com moderação. 😉

 

vale do pati chapada diamantina

Nossa experiência:

Depois de muito pesquisar, encontrei no fórum do site “www.mochileiros.com” um relato de um viajante que já explorou o Vale do Pati por uma agência, e depois de fazê-lo, postou no fórum o que ele faria de diferente, e o que ele gostaria que tivessem falado/escrito para ele antes dele ter ido. Achamos as dicas dele bem valiosas, pois durante a fase de planejamento das trilhas surgem diversas dúvidas, e por mais que existam muitas agências e sites de turismo especializados informando sobre os passeios, não fica muito claro o que vale a pena para cada gosto, e quanto irá se gastar.

Enfim, resolvemos adotar essas dicas, e após segui-las, resolvemos externar aos demais colegas viajantes, para que mais pessoas possam ter acesso, já que achamos realmente um roteiro bem bacana e completo.

Resumo do nosso itinerário:

  • Dia 01: Vale do Capão até Pati
  • Dia 02: Morro do Castelo + Cachoeiras dos Funil
  • Dia 03: Cachoeirão por cima e por baixo
  • Dia 04: Ladeira do Império até Andaraí

Fizemos esse roteiro acima de 4 dias com um guia local independente, através de indicação de um amigo que tinha ido à chapada anteriormente, e havia gostado bastante do cara. Ele me passou o contato, e negociamos tudo por telefone (WhatsApp), já que ficaria mais em conta do que fazer com uma agência de turismo, sem contar na flexibilidade/liberdade de se alterar o roteiro planejado no meio do caminho – que foi o que a gente fez. Acabamos acertando R$200,00 por dia, não estando incluso as diárias das casas de apoio e as refeições.

  • Dia 01: Vale do Capão até Pati

Este dia é um ótimo cartão de visitas, já que ele envolve de 8 a 10 horas de caminhada, e se for durante um dia ensolarado, será ainda pior, pois grande parte da trilha não possui qualquer cobertura contra o sol por ser em áreas abertas (grandes trechos em planícies). Mas também nele você terá visuais deslumbrantes do Vale do Pati, especialmente enquanto se percorre o Gerais do Rio Preto, com diversos mirantes capazes de mostrar a imponência e imensidão do Vale que está por se explorar.

Como estávamos de carro (alugado), saímos do Vale do Capão e fomos até o Povoado do Bomba, local em que deixamos o veículo com um amigo do nosso guia, que iria levá-lo para Andaraí dali a 4 dias para nos aguardar no término da trilha pelo Pati. Acertamos o valor de R$ 150,00 para este frete.

Basicamente, neste dia você inicia a caminhada no Bomba, sobe um morro até chegar no Gerais do Vieira, atravessa o altiplano do Gerais do Vieira até chegar no Rancho dos Vaqueiros, depois sobre o Quebra bunda para acessar o Gerais do Rio Preto, depois atravessa o altiplano do Gerais do Rio Preto até chegar na Rampa, e desce a Rampa para se chegar no Vale.

Dentro do Vale as opções são múltiplas, mas como nossa ideia era conhecer o Morro do Castelo e a Cachoeira dos Funil no dia seguinte, o melhor era caminhar até a casa de apoio mais próxima do Morro do Castelo, que era a Casa do Sr. Wilson. Chegamos na casa do Sr Wilson por volta das 17h00, totalmente extenuados, depois de mais 8 horas de caminhadas, e quase 25 km percorridos entre subidas, descidas e planos. A casa do Sr Wilson é ótima, e a comida também (aliás, a gostamos muito de todas as refeições que fizemos, sem exceção). Pagamos R$ 220,00 para o casal, inclusos a janta e o café da manhã.

 

  • Dia 02: Morro do Castelo + Cachoeiras dos Funil

Para muitos, a subida até o topo do morro do Castelo é o dia que requer mais esforço físico, especialmente para aqueles que iniciam e terminam a exploração do Pati por Guiné, que aí se evita o longo trajeto do bomba até o Vale, e também a subida da Ladeira do Império de Andaraí.

Saindo da Casa do Sr Wilson, que fica quase na base da subida para o Morro do Castelo, consegue-se chegar no topo do Morro do Castelo em 2h de caminhada, atravessando totalmente a caverna do Morro do Castelo (importante ter lanterna). Nós fizemos em 1h30, com direito a parada para fotos nos diversos mirantes pelo caminho, avançando num ritmo bem bom.

O visual do topo do Morro é surreal. Ou melhor, são surreais, uma vez que são vários os pontos com mirantes incríveis de todos os lados do Vale do Pati, realmente um visual 360º se contarmos os mirantes durante a subida. Para nossa sorte, quando estivemos lá o céu estava azul, quase sem nenhuma nuvem no céu, caso contrário a paisagem fica totalmente encoberta, e acaba prejudicando o deleite sobre o belíssimo cenário a que se tem acesso.

Depois de sacadas (muitas) fotos do local, e de um merecido descanso com lanchinho com visual deslumbrante, iniciamos a descida do morro, que para mim é pior que a subida, porque sobrecarrega mais as articulações – joelhos especialmente – mas nada que algumas pausas durante o caminho não resolvam.

Após a descida do morro, rumamos em direção a Cachoeira do Funil, percorrendo uma trilha rio acima, passando por outras cachoeiras pelo caminho até chegar na do Funil. O banho neste poço é delicioso e revigorante, especialmente a massagem nas costas e nuca pela força da queda d’água. Recomendamos! Após parada na Cachoeira, continuamos subindo o leito do rio até chegar na Igrejinha, local no qual pernoitamos a segunda noite.

A Igrejinha costuma ser a casa de apoio mais “badalada” do Vale do Pati, com maior número de leitos, e as vezes com rodas de música, e bastante interação entre os viajantes, guias e os mantenedores do local. É possível acampar, e serve café da manha e jantar (ambos ótimos). Além disso, a Igrejinha funciona como depósito e centro de distribuição de mercadorias para as demais casas de apoio do Vale. Vale a pena pernoitar ao menos uma vez por aqui. Nós pagamos R$210,00 para passar a noite, num quarto individual com cama de casal, café da manhã e jantar inclusos.

 

  • Dia 03: Cachoeirão por cima e por baixo

Este terceiro dia foi o mais desgastante para nós, especialmente pela descida por entre a fenda do Cachoeirão por cima, para se acessar a trilha do Cachoeirão por baixo.

Pelo nosso roteiro inicial, não iríamos conhecer o Cachoeirão por baixo pelo fato da caminhada desde a Igrejinha até o Cachoeirão por cima, mais o trajeto até alguma casa de apoio próxima a saída do Vale pela Ladeira do Império, já ser bem suficiente para ocupar o fôlego de um trilheiro convencional.

Além disso, descer a trilha pela fenda do Cachoeirão por cima só é recomendado em períodos sem chuvas, uma vez que fica bem escorregadio e muito susceptível a acidentes, sendo bastante evitado por muitos guias do Vale, inclusive na época da Seca por ser um trajeto bastante íngreme também. Mas como estávamos num ritmo e preparo físico bastante satisfatórios, nosso Guia nos perguntou se queríamos fazer o Cachoeirão por baixo, explicando os prós e contras da decisão, e aceitamos (ainda bem!).

O Visual do Cachoeirão por cima é outra maravilha da natureza, e olha que só haviam duas quedas d’água – e bem fininhas, mas mesmo assim de uma beleza indescritível, tornando-se um dos grandes “must do it” do Vale do Pati. Saca as fotos do local:

 

Saí de lá me perguntando como deve ser avistar este local na época das chuvas, que pode chegar a mais de VINTE quedas d’água! Deve ser uma loucura inexplicável.

Mas apesar de toda volúpia que é a paisagem vista do Cachoeirão por Cima, nada me deixou mais boquiaberto do que o cenário do Cachoeirão por baixo!

Sem dúvidas, foi o local mais incrível por qual eu passei no Vale do Pati. Foi um sentimento bastante inexplicável pela completa imponência que o local te passa, uma vez que você fica totalmente cercado por paredes imensas, com quedas d’água, uma montanha de pedras, com diversas árvores, que me fazia lembrar a todo momento as paisagens do filme “Avatar!

Foi muito sofrido descer a fenda do Cachoeirão por cima para se acessar por baixo, mas valeu cada suor e sofrimento, e realmente gostamos muito.

Por fim saímos do Cachoeirão por baixo em direção a casa do Sr. Eduardo, para o último pernoite no paraíso Vale, que levou mais 1 hora e 15 de caminhada. No total, foram mais de 8 horas de trilhas, entre subidas e descidas (bem íngremes), e quase 20 km percorridos (se não mais). O pernoite na casa do Sr. Eduardo foi outra ótima escolha do nosso Guia, já que o atendimento foi praticamente exclusivo por sermos os únicos trilheiros a estarem hospedados naquele dia, e as refeições seguiram o padrão excelente de qualidade. Pagamos R$230,00, num quarto individual com cama de casal, além das duas refeições, café da manha e jantar.

 

 

  • Dia 04: Ladeira do Império até Andaraí

Saímos da casa do Sr. Eduardo logo depois do dia clarear – por volta das 6h – em direção a famosa Ladeira do Império, que possui este nome por ser uma trilha de pedras utilizada desde os tempos do império para escoamento de mercadorias, e hoje em dia serve de “estrada” para os burros/mulas carregarem os suprimentos de Andaraí para as casas de apoio do Vale do Pati.

A nossa ideia era iniciar a subida antes do sol estar montado no céu, facilitando a caminhada. O trajeto inicial de subida inicial é puxado e, possivelmente, o pior em termos de dificuldade da chapada por ser bastante íngreme, e ter um comprimento considerável. Levamos mais ou menos 2h horas até chegar no Mirante do Cachoeirão (fim da Ladeira), e depois disso seguimos viagem por entre a Serra do Ramalhão, até chegar em Andaraí. Como estávamos num ritmo interessante, acabamos chegando em Andaraí pouco antes das 11h da manhã, com o nosso carro esperando por nós, conforme o combinado.

Observação: Não tiramos fotos nesse trajeto.

Sugestões e Dicas:

  1. Contrate um Guia: Assim você terá mais flexibilidade para montar seu roteiro.

Dê preferência para contratação dos guias independentes, porque além de deixar o passeio mais barato se comparado com o realizado por agências, você tem flexibilidade de alterar o itinerário conforme lhe convier. Sem contar que você está ajudando a comunidade local sem atravessadores.

O guia que contratamos chama-se Clebson, e mora em Guiné. É uma pessoa espetacular, paciente, bem gente fina. Deu para perceber que ele é bem-querido pelos moradores locais das casas de apoio do vale do Pati, já que sempre está ajudando-os nas tarefas domésticas, bastante atencioso e solícito. Com o consentimento dele, estaremos informando o contato dele aqui no blog, e caso alguém se interesse, terá 100% da nossa recomendação.

Nome: Clebson

Telefone: +55 75 982362555

vale do pati - chapada diamantina

 

  1. Gostamos muito do Cachoeirão por baixo, e ele quase nunca entra nos roteiros pré-estabelecidos, mas sugiro fortemente que seja visitado, vale muito a pena.

  2. Evite fazer esta trilha em feriados prolongados, ou altíssima estação (Carnaval, natal, réveillon), pelo fato das casas de apoio terem um número restrito de leitos e/ou espaços para camping, e não é possível reservar com antecedência, uma vez que lá não tem sinal de celular.

  3. Se for acampar, lembre-se que fazer fogueiras é expressamente proibido, inclusive existem diversos incêndios todos os anos pela região.

  4. Use duas meias para evitar ter bolhas nos pés.

  5. Leve pouco peso.

  6. Tenha com você uma fonte de energia rápida, ajuda bastante nos momentos de exaustão.

Nenhum foto que vimos, nem dos fotógrafos experientes, consegue capturar a beleza do lugar. Fazer a trilha do Vale Pati foi uma das melhores escolhas das nossas vidas, a energia que emana deste lugar é impossível de ser explicada em palavras. Portanto é um lugar único que só pode ser compreendido quando você estiver lá.

 

Para ainda maiores informações, o site “Trilhas e caminhos da chapada”  e Aventuraseco  contém informações valiosas sobre os diversos caminhos, atrações e pernoites possíveis durante a exploração do inebriante Vale do Pati.


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4 thoughts on “Guia para Planejar sua trilha pelo Vale do Pati

    1. Obrigada Tiago, mesmo assim eu acho que nenhum foto representa os encantos do lugar! Que época vcs foram? deve ser bem mais difícil fazer a trilha com chuva:S

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